ABS e APS: há diferenças?

Para um trabalho de qualidade e resolutividade na Atenção Básica, faz-se necessária a utilização de uma clínica diferenciada, em uma perspectiva ampliada, pois peculiaridades e singularidades dos diversos atores envolvidos devem ser mais valorizadas do que a doença/enfermidade “per si”.

A Clínica Ampliada foi proposta inicialmente por Campos (1997) como uma clínica capaz de lidar com a singularidade sem abrir mão da atenção às doenças, suas possibilidades de diagnóstico e intervenção (CUNHA, 2004).

Essa proposta transforma a atenção na medida em que possibilita outros aspectos, não apenas o biológico, serem compreendidos e trabalhados pelos profissionais de saúde (CUNHA, 2004).

Preconiza também a compreensão ampliada do processo saúde-doença e evita que uma abordagem privilegie excessivamente algum conhecimento específico (BRASIL, 2009).