Tópico 2 - Cuidados com o acesso venoso central
Manutenção e manejo do acesso venoso central
A manutenção e o manejo do acesso venoso central de curta e longa permanência apresentam peculiaridades.
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O acesso venoso central de curta permanência necessita da manutenção de infusão contínua de fluido, para não obstrução do cateter. A infusão deve ser controlada para evitar a sobrecarga hídrica. A opção pelo uso deste tipo de acesso em domicílio, deve considerar as condições de higiene local e o comprometimento da pessoa e da família com os cuidados pertinentes ao curativo, a infusão contínua de fluído e seu controle.
Em relação ao acesso venoso central de longa permanência, não há indicação de infusão contínua de fluidos, de uso de anticoagulantes rotineiramente para prevenção de infecção relacionada ao cateter. Porém o Centro de Controle de Doenças, CDC, indica que o uso de heparina e warfarina em baixas dosagem (1 mg/dia) reduzem o risco de formação de trombos.
Para uso do cateter totalmente implantado, é necessária a punção do reservatório, que deve ser realizada com agulha ou escalpe próprio. A punção deve respeitar a técnica asséptica com antissepsia do local com clorexidina alcoólica 0,5 a 2%, tintura de iodo ou álcool 70%. A agulha pode ser mantida por até 7 dias, protegida por cobertura estéril. Não é recomendada coleta de sangue por meio do reservatório.
