Saúde bucal de crianças em idade pré-escolar (três a seis anos)

A experiência de cárie dentária aumenta com a idade: 27% das crianças brasileiras na primeira infância (18 a 36 meses) têm experiência de cárie em pelo menos um dente decíduo; nas crianças de cinco anos (60% têm ceo-d > 1) este valor aumenta para quase três dentes decíduos (ceo-d = 2,8; 2,76 - 2,84) atacados por cárie (BRASIL, 2004a).

Deve-se salientar que o componente cariado corresponde a 80% do índice ceo-d aos cinco anos. A cárie na dentição decídua é um fator preditivo para cárie na dentição permanente, sobretudo porque os hábitos comportamentais (dieta e higiene) já estão instalados na rotina da criança.

Os dentes cariados não são tratados e, na maioria das vezes, acabam sendo perdidos precocemente, ocasionando futuras más-oclusões. No Brasil, a prevalência observada de más-oclusões moderadas ou severas nas crianças de cinco anos é de 14,5%.

Nessa idade, as más-oclusões se restringem a dentição decídua e podem estar associadas a fatores genéticos e hábitos bucais deletérios. Neste contexto, as práticas de incentivo à amamentação para o grupo de bebês devem ser intensificadas pela equipe de saúde bucal (BRASIL, 2004a).

Dados do SB Brasil apontam que 6% das crianças de cinco anos apresentam alterações gengivais, especificamente sangramento gengival. A gengivite está relacionada com a presença de biofilme bacteriano ocasionado pela higiene bucal irregular ou insuficiente (BRASIL, 2004a).

Portanto, convém ressaltar a importância da atenção à saúde bucal na primeira infância como um fator de proteção da saúde periodontal das crianças.