A fase inicial, insidiosa, caracterizada por sintomas vagos, sendo o mais precoce deles a perda de memória, seguida de progressiva desorientação, mudanças de humor, alterações de comportamento, dentre outros.
A iatrogenia é uma alteração indesejada e prejudicial resultante, direta ou indiretamente, de uma intervenção terapêutica; isso inclui, inclusive, omissões em abordagem de problemas que podem ser tratados.
A forma mais comum de iatrogenia é a medicamentosa: o uso de vários medicamentos para tratar diferentes patologias ou sintomas pode desencadear efeitos indesejáveis, muitas vezes graves. Medidas específicas de adequação ou substituição de medicamentos utilizados podem minimizar algumas situações (SOUZA, 2011).
É claro que a iatrogenia não é uma ação que ocorrerá exclusivamente na prática laboral dos médicos, qualquer profissional de saúde está sujeito a essa ação.

No idoso o risco da polifarmácia ou de ocorrer algum tipo de iatrogenia é maior, as alterações fisiológicas próprias do envelhecimento (que às vezes se confundem com doenças) e o surgimento de patologias nessa faixa etária favorecerem. Presença de limitações físicas e cognitivas, falta de condições econômicas e sociofamiliares podem intervir negativamente no tratamento medicamentoso do idoso.
Saiba mais
A fase inicial, insidiosa, caracterizada por sintomas vagos, sendo o mais precoce deles a perda de memória, seguida de progressiva desorientação, mudanças de humor, alterações de comportamento, dentre outros.
Intermediária
A fase intermediária é caracterizada pela acentuação dos déficits já citados, associada ao acometimento de outros campos da cognição, especialmente a linguagem. Pode haver afasia, agnosia, apraxia, dificuldade no aprendizado e em resolver problemas, levando a um declínio funcional que compromete as atividades da vida diária (AVD). As alterações de humor persistem, podendo apresentar agressividade e distúrbios do sono..
Avançada
Na fase avançada, todas as funções já estão acometidas e há dependência total para realização das AVD. Nessa fase, há dificuldade para reconhecer pessoas, mesmo as de convívio próximo, e ambientes conhecidos, bem como há grave comprometimento da linguagem (FLORIANÓPOLIS, 2011).
Botão 1
Pode-se utilizar diversos tipos de sinais para localizar e orientar o paciente no tempo e no espaço, como lembretes e identificação de vias de acesso;
Botão 2
Músicas que agradam o paciente podem colaborar no estado de humor;
Botão 3
Observar a lista de medicamentos do qual o idoso faz uso e adequá-los, se necessário;
Botão 4
Cuidar da saúde do cuidador, que costuma estar sob pressão e grande responsabilidade.
Observação
Os pacientes incluídos no protocolo de tratamento do Ministério da Saúde são os que possuem todos os critérios abaixo:
Diagnóstico de DA provável, segundo os critérios do “Criteria for Alzheimer Disease”;
MEEM com escore entre 12 e 24 para pacientes com mais de 4 anos de escolaridade ou entre 8 e 21 para pacientes com até 4 anos de escolaridade;
Escala CDR 1 ou 2 (demência leve ou moderada);
Exames de imagem ou laboratoriais que afastem outras doenças que possam ser causa da disfunção cognitiva (BRASIL, 2013).
Referências
SOUZA, Dayse Maria Morais e (Org.). A Prática diária na Estratégia Saúde da Família. Juiz de Fora: UFJF, 2011. 462 p. Disponível em: http://www.ufjf.br. Acesso em: 15 maio. 2014.