É imperativo o reconhecimento da DRC como uma epidemia, para que políticas públicas sejam implementadas, objetivando sua prevenção e detecção precoce, bem como o tratamento de suas complicações (LUGON, 2009).
As causas adquiridas são predominantes nos países em desenvolvimento. Pacientes pediátricos com doenças congênitas têm progressão mais lenta da DRC do que aquelas com glomerulonefrite, que em geral afetam crianças mais velhas.
As crianças que adquirem a DRC antes dos 5 anos de idade apresentam taxa de mortalidade maior do que aquelas que desenvolvem a doença mais tarde (MITSNEFES et al., 2013).
O ritmo de filtração glomerular é considerado o melhor método de avaliação da função renal. Clique nos botões abaixo e compreenda melhor.
O ritmo de filtração glomerular é baseado nas medidas da creatinina sérica, idade, gênero, raça e determina o estágio da DRC. A equação de Schwartz é frequentemente usada para estimar esse valor em pediatria.
Veja como é feita a equação de Schwartz:
RFG (ml/min/1,73m2) = K x estatura em cm/ creatinina em mg/dL. Onde K = constante: crianças e meninas adolescentes = 0,55; meninos e adolescentes = 0,70 (SCHAEFER, 2008).
Quanto ao estado nutricional, independentemente da etiologia, todas as crianças e adolescentes com DRC precisam de cuidados nutricionais específicos. A terapia nutricional exerce importante papel na redução e até na estabilização do ritmo de progressão da doença renal.



Epidemia da DRC
É imperativo o reconhecimento da DRC como uma epidemia, para que políticas públicas sejam implementadas, objetivando sua prevenção e detecção precoce, bem como o tratamento de suas complicações (LUGON, 2009).
Quadro nutricional adverso
A redução da função renal contribui para o aparecimento de uma série de distúrbios hidroeletrolíticos, hormonais e metabólicos que, direta ou indiretamente contribuem para o desenvolvimento de um quadro nutricional adverso, como a desnutrição. Por outro lado, na última década tem-se observado aumento da prevalência de sobrepeso e obesidade nos indivíduos com DRC (KRAMER et al., 2006).
Desnutrição
A desnutrição é definida, segundo consenso atual, como qualquer desequilíbrio nutricional envolvendo a subnutrição e a obesidade, porém, em geral, o termo desnutrição tem sido usado como sinônimo de subnutrição ou especificamente a desnutrição energético-proteica (DEP), que é caracterizada pela carência de quantidade adequada de calorias, proteínas ou outro nutriente (WHITE et al., 2012). Seu diagnóstico é complexo e existem várias ferramentas para avaliação do estado nutricional (ANTHONY et al., 2004).
Desnutrição energético proteica (DEP)
A DEP é um achado comum em indivíduos que se encontram em estágios mais avançados da DRC. Indivíduos desnutridos apresentam risco maior de adoecer, de permanecer mais dias internados no hospital e de morrer, quando comparados com indivíduos com um bom estado nutricional, chamados de eutróficos (ROCCO et al., 2004).
Referências
MITSNEFES, M.M. et al. Mortality risk among children initially treated with dialysis for end-stage kidney disease, 1990-2010. JAMA, v. 309, n.18, p.1921-9, 2013.
SCHAEFER, F. Cardiac disease in children with mild-to-moderate chronic kidney disease. Curr Opin Nephrol Hipertens, v.17, n. 3, p. 292-7, 2008.