Compreender a organização da assistência nas perspectivas de redes de atenção à saúde.
Os sistemas de atenção à saúde são respostas sociais deliberadas às necessidades de saúde dos cidadãos e, como tais, devem operar em total coerência com a situação de saúde das pessoas usuárias.
Ocorre que a situação de saúde brasileira vem mudando e, hoje, marca-se por uma transição demográfica acelerada, expressando-se por uma situação de tripla carga de doenças:

Uma agenda não concluída de casos de infecções, desnutrição e problemas de saúde reprodutiva; o desafio das doenças crônicas e de seus fatores de risco (tabagismo, obesidade, estresse, alimentação inadequada); e o forte crescimento da violência e das causas externas (FRENK, 2006).
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Essa situação de saúde não poderá ser respondida adequadamente por um sistema de atenção à saúde fragmentado, reativo, episódico e voltado, prioritariamente, para o enfrentamento das condições agudas e das agudizações das condições crônicas.
Por isso, há que se restabelecer a coerência entre a situação de saúde e o SUS, o que envolverá a implantação das RAS, uma nova forma de organizar o sistema de atenção à saúde em sistemas integrados que permitam responder, com efetividade, eficiência, segurança, qualidade e equidade, às condições de saúde da população brasileira (MENDES, 2011).
Objetivo da unidade
Compreender a organização da assistência nas perspectivas de redes de atenção à saúde.
Referências
FRENK, J. Bridging the divide: comprehensive reform to improve health in Mexico. Nairobi: Comission on Social Determinants of Health, 2006.
MENDES. As redes de atenção à saúde. Brasília, DF: Organização Pan - Americana de Saúde, 2011.