Estado hipertensivo antes do início da gestação ou antes da 20ª semana de gravidez ou diagnosticada pela primeira vez na gravidez que não se resolve além de doze semanas após o parto.
As síndromes hipertensivas classificam-se em:
Hipertensão crônica
Hipertensão gestacional
Pré-eclampsia
Eclampsia
Pré-eclampsia sobreposta à HAS crônica

Conheça os critérios de pré-eclâmpsia grave, bem como outros sinais que podem sugerir o diagnóstico clicando aqui. A Pré-eclâmpsia leve é definida como hipertensão associada à proteinúria, que não preenche os critérios de pré-eclâmpsia grave.
Hipertensão crônica
Estado hipertensivo antes do início da gestação ou antes da 20ª semana de gravidez ou diagnosticada pela primeira vez na gravidez que não se resolve além de doze semanas após o parto.
Hipertensão gestacional
Aumento da pressão arterial que ocorre após a 20ª semana de gestação, mais frequentemente perto do parto ou no puerpério imediato, sem proteinúria. Normalmente, a PA se normaliza nas primeiras 12 semanas de puerpério, podendo, por isso, ser definida como “transitória”, embora a condição geralmente recorra em 80% das gestações subsequentes.
Pré-eclampsia
Hipertensão que ocorre após 20 semanas de gestação (ou antes, em casos de doença trofoblástica gestacional ou hidrópsia fetal) acompanhada de proteinúria, com desaparecimento até 12 semanas pós-parto.
Eclampsia
A eclampsia caracteriza-se pela presença de convulsões tônico-clônicas generalizadas ou coma em mulher com qualquer quadro hipertensivo, não causadas por epilepsia ou qualquer outra doença convulsiva. Pode ocorrer na gravidez, no parto ou no puerério imediato.
Pré-eclampsia sobreposta à HAS crônica
Surgimento de pré-eclâmpsia em mulheres com hipertensão crônica ou doença renal. Nessas gestantes, essa condição agrava-se e a proteinúria surge ou piora após a 20ª semana de gravidez. Pode surgir trombocitopenia (plaquetas < 100.000/mm3) e ocorrer aumento nas enzimas hepáticas.
Critérios de pré-eclampsia
Pressão arterial diastólica maior ou igual a 110mmHg;
Proteinúria maior ou igual a 2,0g em 24 horas ou 2+ no teste rápido urinário;
Oligúria (menor que 500ml/dia, ou 25ml/hora);
Níveis séricos de creatinina maiores que 1,2mg/dL;
Sinais de encefalopatia hipertensiva (cefaléia e distúrbios visuais);
Dor epigástrica ou no hipocôndrio direito;
Evidência clínica e/ou laboratorial de coagulopatia;
Plaquetopenia ( < 100.000/mm3);
Aumento de enzimas hepáticas (AST ou TGO, ALT ou TGP) DHL e de bilirrubinas;
Presença de esquizócitos em esfregaço de sangue periférico.
Outros sinais que podem sugerir o diagnóstico: acidente vascular encefálico, sinais de insuficiência cardíaca, ou cianose e presença de RCIU (restrição de crescimento intrauterino) e/ou oligohidrâmnio.
Referências
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. – 1. ed. rev. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2013. 318 p.: il. – (Cadernos de Atenção Básica, n° 32).
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Gestação de alto risco: manual técnico / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. – 5. ed. – Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012. 302 p. – (Série A. Normas e Manuais Técnicos).