Os Sistemas de Atenção à Saúde do Brasil: da fragmentação à organização em Redes

Os sistemas de atenção à saúde são respostas sociais deliberadas às necessidades de saúde dos cidadãos e, como tal, devem operar em total coerência com a situação de saúde das pessoas usuárias. Ocorre que a situação de saúde brasileira vem mudando e, hoje, marca-se por uma transição demográfica acelerada e se expressa por uma situação de tripla carga de doenças, caracterizada por:

  • condições infecciosas ainda com relevante perfil epidêmico (BRASIL, 2015);

  • desnutrição e problemas de saúde reprodutiva, o desafio das doenças crônicas e de seus fatores de risco;

  • forte crescimento da violência e das causas externas (FRENK, 2006; MALTA; MORAIS NETO; SILVA JUNIOR, 2011).

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A situação de tripla carga de doenças não poderá ser respondida, adequadamente, por um sistema de atenção à saúde, fragmentado, reativo, episódico e voltado, prioritariamente, para o enfrentamento das condições agudas e das agudizações das condições crônicas. Isso não deu certo em outros países, isso não está dando certo aqui.

Por isso, há que se restabelecer a coerência entre a situação de saúde e o SUS, o que envolverá a implantação das Redes de Atenção à Saúde (RAS), uma nova forma de organizar o Sistema de Atenção à Saúde em sistemas integrados que permitam responder, com efetividade, eficiência, segurança, qualidade e equidade, às condições de saúde da população brasileira.