Transição epidemiológica no Brasil

Entende-se por transição epidemiológica as mudanças ocorridas no tempo nos padrões de morte, morbidade e invalidez que caracterizam uma população específica e que, em geral, ocorrem em conjunto com outras transformações demográficas, sociais e econômicas (OMRAM, 2001; SANTOS-PRECIADO et al., 2003). O processo engloba três mudanças básicas:

Substituição das doenças transmissíveis por doenças não transmissíveis e causas externas.

Deslocamento da carga de morbimortalidade dos grupos mais jovens aos grupos mais idosos.

Transformação de uma situação em que predomina a mortalidade para outra na qual a morbidade é dominante.

No Brasil, como dito anteriormente, esse processo não tem acontecido de forma “pura”. Cenários como a reintrodução de processos infecciosos, como dengue e cólera, ou a persistência e o recrudescimento de outras, como malária, a tuberculose, a hanseníase e as leishmanioses, apontam para uma natureza não unidirecional.