Ações de prevenção e controle

Outra ação de prevenção e controle dirigida ao reservatório canino é o uso de coleiras impregnadas com inseticida. Obtenha mais informações sobre essa ação clicando nos números:

Existem evidências que demonstram a efetividade do uso das coleiras impregnadas com inseticida deltametrina a 4% para redução de casos caninos e humanos em dois municípios endêmicos para a doença no Brasil (CAMARGO-NEVES; RODAS; PAULIQUÉVIS JUNIOR, 2004; BRAZUNA, 2012).

O MS está financiando um estudo para avaliar o impacto do uso dessa ferramenta no controle da LV humana em um maior número de municípios com transmissão intensa do país. Os resultados de tal estudo subsidiarão a tomada de decisão de recomendar tal instrumento como uma ferramenta de saúde pública.

Atualmente tais coleiras são recomendadas apenas como uma ferramenta de proteção individual para o cão e não como parte do programa de controle da doença em humanos.

Clique nas abas abaixo para conhecer as demais ações de prevenção e controle dirigidas ao reservatório canino:

Coleta de sangue
Tratamento dos cães

Deve-se realizar a coleta de sangue dos cães domiciliados de rua para realização de diagnóstico laboratorial da doença. Os cães com resultados positivos nos dois testes sorológicos (teste rápido e Elisa) devem ser recolhidos e submetidos à eutanásia. Em municípios com transmissão intensa e moderada, é sugerido que as coletas sejam feitas em todos os animais das áreas com transmissão de forma periódica (inquérito sorológico censitário).

Recentemente, foi liberado o tratamento da LV canina com o uso do medicamento miltefosine (Milteforan®). Essa liberação foi feita mediante Nota Técnica Conjunta n° 001/2016 MAPA/MS, assinada pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pelo Ministério da Saúde. O tratamento de cães com LVC não se configura como uma medida de saúde pública para controle da doença. Portanto, trata-se única e exclusivamente de uma escolha individual do proprietário do animal.