Aspectos relacionados à coinfecção LV/HIV

Por conta das especificidades dos pacientes portadores de leishmaniose visceral e HIV, a medicação utilizada para estes casos deve ser a anfotericina B lipossomal (ASSIS et al., 2008; WHO, 2011; BRASIL, 2014).

Devido ao menor rendimento, o teste rápido pode resultar negativo em pacientes com HIV e LV. Nesses casos, é necessário encaminhar os pacientes a serviços onde seja possível realizar o aspirado de medula óssea (mielograma) com a finalidade de afastar a doença (BRASIL, 2015).

Após o tratamento da LV, devem ser acompanhados por no mínimo seis meses após o fim do tratamento, e idealmente durante um ano. No caso em que o paciente apresente também a infecção pelo HIV/Aids e uma contagem de linfócitos T CD4 menor que 350 células/mm³, há necessidade de se fazer uma dose profilática. Clique nos números abaixo e saiba mais sobre esse tratamento.

A dose de reforço consiste na realização de uma dose de anfotericina B lipossomal a cada duas semanas, com a finalidade de diminuir o risco de recidiva.

O médico assistente deverá indicar essa profilaxia (chamada de “profilaxia secundária”) e definir sua duração, que deve ir até que a contagem de linfócitos T CD4 do paciente seja maior que 350 células/mm³.

Aqueles pacientes com LV e sem HIV não precisam desse esquema de profilaxia secundária (BRASIL, 2015).