ASMA

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COMO MANEJAR NA ATENÇÃO DOMICILIAR?

O objetivo da equipe no acompanhamento de uma criança ou adulto com asma é apoiar essas pessoas na manutenção da qualidade de vida, o que inclui o controle da doença, ou seja, controlar os sintomas, manter a melhor função pulmonar possível, prevenir as crises, monitorar os efeitos adversos dos medicamentos e prevenir a morbimortalidade por essa enfermidade.

O manejo da asma inclui condutas não farmacológicas e farmacológicas. A equipe deverá avaliar o nível de controle da asma (veja o quadro a seguir), essencial para definir o manejo da doença. O controle das limitações clínicas deve ser avaliado em relação às últimas quatro semanas e inclui informações sobre sintomas, necessidade de medicação de alívio, limitação de atividade física e intensidade da limitação do fluxo aéreo. Esses parâmetros permitem classificar a asma quanto ao controle clínico atual em três grupos: asma controlada, asma parcialmente controlada e asma não controlada.

Níveis de controle da asma


Fonte: (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA, 2012, p. S7, adaptado).

Importante ressaltar que, sempre que a asma não estiver controlada, a equipe, antes de optar por modificar o tratamento ou referenciar, deverá pensar em comorbidades, fator emocional, infecções virais, fatores ambientais e tratamento farmacológico inadequado. Especialmente na atenção domiciliar às pessoas com asma, cabe à equipe identificar a exposição aos agentes desencadeantes, emocionais, virais, ambientais, para que esses sejam minimizados. É de fundamental importância que isso seja pactuado com os cuidadores, certificando-se de que estes estão aptos a tomar todas as medidas cabíveis na prevenção ativa das recorrências.

Muito importante também é a avaliação de como os aerossóis têm sido aplicados diariamente pelos cuidadores ou pelo próprio usuário, pois, muitas vezes, um simples ajuste na técnica de aplicação é suficiente para evitar uma ausência de controle de sintomas que estejam sendo desencadeados por erro em relação ao uso das medicações por aerossóis.

A equipe deve estar atenta à prevenção de riscos futuros, que inclui reduzir a instabilidade da asma, suas exacerbações, a perda acelerada da função pulmonar e os efeitos adversos do tratamento.


Saiba mais

Para saber mais sobre o tratamento das exacerbações, clique aqui e leia a partir da página 23.


Tratamento de asma em crianças com 5 anos ou mais e adultos


Fonte: (LENZ et al., 2012).

Tratamento da asma em crianças menores de 5 anos


Fonte: (LENZ et al., 2012).


Saiba mais

Para saber mais sobre as medicações utilizadas para o manejo da asma, clique aqui (SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA, 2012).



Para profissionais enfermeiros


Principais intervenções de enfermagem

Para colaborar com a atenção ao paciente com asma, o enfermeiro deve providenciar alguns cuidados, como (NANDA INTERNATIONAL, 2013; DOENGES, MOORHOUSE, MURR, 2009; CARPENITO-MOYET, 2005; JOHNSON, MAAS, MOORHEAD, 2004):

  • Manter cabeceira elevada para o conforto respiratório do paciente (ortopneia);

  • Orientar/supervisionar o repouso no leito nos momentos de dispneia;

  • Permanecer ou orientar a permanência de um cuidador com o paciente sempre nos casos de episódios agudos;

  • Procurar manter a calma do paciente, estabelecendo relação de confiança para evitar hiperventilação;

  • Orientar e avaliar o uso correto do inalador e medicações por via respiratória;

  • Iniciar as intervenções prescritas pela equipe multidisciplinar.