COMO MANEJAR NA ATENÇÃO DOMICILIAR?
A equipe deverá definir a gravidade da pneumonia para determinar o local onde o paciente será tratado, assim como a via de administração do antibiótico, o esquema terapêutico e a modalidade para cada caso. Lembrar que nem sempre é possível a realização da radiografia de tórax. Na ausência desse exame, todos os outros fatores podem ser utilizados pela equipe para a definição da gravidade da pessoa com pneumonia. Ainda, a equipe deverá lembrar que a antibioticoterapia venosa, com intervalo mínimo de 12 em 12 horas, faz parte das atribuições do Serviço de Atenção Domiciliar.
Fonte: (CORRÊA et al., 2009, p.584, tradução nossa).
A equipe deve estar alerta para orientar o paciente quanto à necessidade de hidratação vigorosa, repouso e cessação do tabagismo nos casos em que os pacientes são fumantes (CORRÊA et al., 2009).
Saiba mais...
Para saber mais sobre o tratamento específico para agentes da pneumonia adquirida na comunidade, veja a tabela a seguir:
Fonte: (PEREIRA; ROCHA; SILVA, 2004, p. S13, adaptado).
Em algumas situações, a EMAD pode lançar mão da realização de cultura para orientar o tratamento de pneumonia por agente específico. Pacientes desospitalizados e com pneumonia recorrente são exemplos de situações em que a cultura pode ser necessária.
Atenção
Pacientes internados em unidades hospitalares e diagnosticados com pneumonia parecem se beneficiar com a desospitalização precoce para término da antibioticoterapia no domicílio, em acompanhamento pelo SAD (COLLINS et al., 2014).Para profissionais enfermeiros
Principais intervenções de enfermagem
Ao prestar assistência a um paciente com pneumonia, o enfermeiro deve preparar um plano de cuidados que englobe as seguintes intervenções (NANDA INTERNATIONAL, 2013; DOENGES, MOORHOUSE, MURR, 2009; CARPENITO-MOYET, 2005; JOHNSON, MAAS, MOORHEAD, 2004):
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Auscultar o tórax e identificar ruídos adventícios e padrões respiratórios irregulares;
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Aspirar as vias aéreas, quando necessário, para remover secreções;
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Elevar cabeceira do leito para promover conforto respiratório;
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Quando possível, estimular a deambulação para auxiliar na mobilização das secreções;
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Manter o nível de hidratação adequado, evitando secreções espessas e viscosas (ingestão de 2 a 3 litros/dia se não houver restrições hídricas);
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Iniciar e monitorar a correta administração dos antibióticos, respeitando os horários prescritos;
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Monitorar sinais clínicos como febre, calafrios, taquicardia, pulso fraco, pele fria, letargia, redução do débito urinário, alterações de comportamento e cianose.
