SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (SIDA)

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O QUE É DOENÇA SÍNDROME DE IMUNODEFICIÊNCIA ADQUIRIDA (SIDA)?

O HIV, ou vírus da imunodeficiência humana, é um retrovírus da subfamília Lentiviridae, que determina uma infecção com longo período de latência clínica, período assintomático, que pode durar, em média, 5 a 10 anos (BRASIL, 2006; GYRÃO, 2012).

A SIDA, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, é a manifestação final dessa infecção, quando há depleção dos linfócitos T CD4, com sintomas gerais relacionados à imunodeficiência e, mais tarde, com o surgimento de infecções oportunistas e ou neoplasias. O estágio da doença, conhecido como SIDA, caracteriza-se pela soropositividade associada a linfócitos T CD4 menor que 350 células/mm3 e/ou pela presença de doenças definidoras de SIDA (BRASIL, 2006; GYRÃO, 2012).

A transmissão do HIV se dá por via sexual (principal), trocas sanguíneas ou por transmissão vertical.


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Para saber mais sobre a SIDA, clique aqui (BRASIL, [199-?]).


A infecção pelo HIV pode ser dividia em quatro fases clínicas, conforme se apresenta a seguir:

Fases clínicas da infecção pelo HIV


Fonte: (BRASIL, 2006, adaptado).


Uma vez instalada a SIDA, a pessoa portadora do HIV apresenta sinais e sintomas de processos oportunistas, representados principalmente por:

São infecções causadas por microrganismos não considerados usualmente patogênicos, ou seja, não são capazes de desencadear doenças em pessoas com sistema imune normal. Microrganismos normalmente patogênicos também podem ser causadores de infecções oportunistas. No entanto, nesses casos, a infecção assume um caráter de maior agressividade e gravidade. As infecções oportunistas associadas à SIDA podem ser causadas por vírus, bactérias, fungos e protozoários, conforme apresentado a seguir.

Principais microrganismos causadores de infecções oportunistas

Principais microrganismos causadores de infecções oportunistas
Fonte: (GYRÃO, 2012, adaptado).
Sarcoma de Kaposi, Linfoma não Hodgkin, neoplasia intraepitelial anal e cervical são os tumores mais comuns em pacientes com SIDA. No Brasil, o câncer de colo de útero compõe o elenco de doenças que pontua a definição de caso de SIDA em mulher (BRASIL, 2006).
As manifestações neurológicas mais frequentes da SIDA são:
  • atrofia cerebral e demência progressiva;
  • neuropatias periféricas;
  • mielopatia vascular (todas relacionadas com a ação do HIV e do próprio sistema imune, no tecido nervoso central e periférico).


Epidemiologia

De 1980 a junho de 2011, no Brasil, foram notificados 608.230 casos de SIDA. Em 2010, foram notificados 34.218 novos casos, com taxa de incidência nacional de 17,9/100.000 habitantes e razão de sexo de 1,7 novos casos em homens para cada caso em mulheres. Ao longo dos últimos 12 anos, observa-se uma estabilização da taxa de incidência no Brasil, mas, segundo as regiões, a taxa diminuiu na Região Sudeste e aumentou nas demais regiões (BRASIL, 2011, p.9).


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Você conhece a Sala de Apoio à Gestão Estratégica (SAGE)? Clique aqui e acesse a área “Situação de Saúde” para conhecer dados sobre a morbimortalidade da AIDS na população nacional geral (BRASIL, 2012).