COMO AVALIAR E DIAGNOSTICAR?
No Brasil, a definição do caso de SIDA se dá pela presença de teste anti-HIV positivo associado a uma das duas seguintes condições: presença de patologia oportunista definidora de SIDA e/ou T-CD4 menos que 350 células/mm³ (BRASIL, 2006).
As doenças definidoras são as seguintes:
- Candidíase esofagiana de traqueia ou pulmões;
- Pneumonia por Pneumocystis jiroveci (antigo P.carinii);
- Carcinoma invasivo de colo uterino;
- Retinite por citomegalovírus (CMV);
- Herpes simples com úlcera mucocutânea com mais de um mês de duração ou causando bronquiolite, pneumonite ou esofagite;
- CMV comprometendo outros órgãos que não fígado, baço e linfonodos;
- Neurotoxoplasmose;
- Criptococose extrapulmonar;
- Linfoma não-hodgking e outros linfomas;
- Sepse recorrente por salmonela;
- Micobacteriose disseminada;
- Histoplasmose disseminada;
- Leucoencefalopatia multifocal progressiva;
- Linfoma primário de sistema nervoso central (SNC);
- Reativação da Doença de Chagas (meningoencefalite e/ou miocardite);
- Isosporidiose.
Principais exames laboratoriais
Aos pacientes soropositivos, acompanhados pela equipe de saúde, deverão ser solicitados, na primeira consulta, os exames listados no quadro a seguir:
Fonte: (GYRÃO, 2012).
Outros exames que podem ser solicitados para o acompanhamento de pessoas HIV positivas:
Fonte: (GYRÃO, 2012, adaptado).
Atenção
Apenas alguns serviços de Atenção Primária à Saúde têm autorização para solicitar carga viral e contagem de linfócitos T-CD4. O paciente deverá ser obrigatoriamente encaminhado para a realização desses exames.Para profissionais enfermeiros
Principais diagnósticos de enfermagem
Pacientes com SIDA estão sujeitos a inúmeras complicações patológicas, justamente pela baixa capacidade de proteção imunológica. Uma situação em comum a todos os pacientes é o enfrentamento ao tratamento terapêutico. A equipe deve estar atenta ao seguinte diagnóstico (NANDA INTERNATIONAL, 2013; DOENGES, MOORHOUSE, MURR, 2009; CARPENITO-MOYET, 2005; JOHNSON, MAAS, MOORHEAD, 2004):
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Controle ineficaz do regime terapêutico
É o padrão em que o indivíduo apresenta, ou corre o risco de apresentar, dificuldade na integração à vida diária de um programa de tratamento da doença e suas sequelas, que atenda às metas de saúde específicas.
Características definidoras:
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Dificuldade verbalizada em seguir um tratamento prescrito;
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Incapacidade de incluir regimes especiais, necessários, na rotina de vida diária.
