CASO CLÍNICO
Jorge, com 30 anos de idade, sofreu um acidente de motocicleta e precisou fazer uso de fixador externo na tíbia. Após uma semana, ainda com o fixador, foi liberado para o domicílio.
Por apresentar fortes dores na perna direita e febre, voltou ao serviço hospitalar onde foram realizados vários exames, como: raio-X de membro inferior direito, hemograma, Velocidade de Hemossedimentação (VHS), Proteína C Reativa (PCR), e, logo após a coleta de material para cultura da secreção, foi iniciado antibiótico de forma empírica e retirado o fixador.
Com a confirmação laboratorial e de imagem do diagnóstico de osteomielite, foi solicitada a inclusão na assistência domiciliar para que ele recebesse acompanhamento e orientações para curativo de ferida em membro inferior direito e para a manutenção de antibioticoterapia venosa por 4 a 6 semanas, a fim de minimizar qualquer perda funcional que possa apresentar devido ao tempo de mobilidade diminuída. Jorge ficou internado por mais sete dias, recebeu alta hospitalar sem intervenção cirúrgica e apresentando ainda secreção purulenta por ferida na perna direita, porém afebril. O procedimento cirúrgico ficou de ser agendado pelo serviço de ortopedia devido à grande demanda cirúrgica de ortopedia da emergência.
Dona Jandira, mãe de Jorge, relatou para a EMAD que, desde que teve a fratura exposta de tíbia (há 3 semanas), o orifício do fixador externo nunca fechou e o motivo da suspeita clínica de osteomielite foi justamente pela saída diária de secreção purulenta.
