OSTEOMIELITE

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O QUE É OSTEOMIELITE?

A osteomielite é um processo inflamatório, causado por meio da invasão de um microorganismo, acompanhado de destruição progressiva do tecido ósseo (ISHIDA; KUWAJMA, 2006).

A incidência de osteomielite hematogênica aguda vem reduzindo em crianças menores de 13 anos de idade, e as infecções ósseas por inoculação direta (dispositivos de fixação ortopédicos e próteses) têm aumentado ao longo das últimas décadas. Quando são comparados os sexos, os homens apresentam uma maior taxa de osteomielite, uma vez que são mais frequentemente envolvidos em acidentes automobilísticos que tendem a causar fraturas expostas infectadas (JORGE; CHUEIRE; ROSSIT, 2010; MÜLLER et al., 2003).

Desenho esquemático de osteomielite em hálux e metatarso


Fonte: (UNA-SUS UFPE, 2014).


Classificação e avaliação das osteomielites

A osteomielite é considerada aguda quando o tempo de evolução é de até 10 dias. Após esse período, ocorre a formação de osso necrótico, que caracteriza a osteomielite crônica (ISHIDA; KUWAJMA, 2006).


Atenção

Há muitas formas de classificar a osteomielite, uma vez que o “termo” osteomielite não especifica o microorganismo causador da doença nem a origem dela ou o seu curso agudo/crônico. Neste material, optamos por adotar a classificação fisiopatológica para associarmos a sintomatologia e os cuidados apropriados na construção do plano terapêutico.


Classificação fisiopatológica da osteomielite (ISHIDA; KUWAJMA, 2006):

Localização mais comum: coluna vertebral (seguimento torácico e lombar). Início insidioso. Há o envolvimento de duas vértebras adjacentes e do disco vertebral entre elas.
Tipo mais frequente de osteomielite. Pode ocorrer após fratura exposta; cirurgias ortopédicas; secundariamente a uma infecção de partes moles, especialmente dos pés e mãos. A mandíbula pode ser infectada por abscessos dentários, infecções que ocorrem após fraturas expostas ou cirurgias de osteossíntese (provocam dor, febre e formação de pus). Quando ocorrem em prótese articular, evoluem meses ou anos até a manifestação clínica aparecer.
Ocorre em portadores de doença vascular periférica grave, especialmente os diabéticos. Ocorre com frequência no pé. Tem manifestação lenta e gradual. Há dor e inchaço local, úlcera indolor (devido à neuropatia periférica). Geralmente, não há febre.
Geralmente, é de origem hematogênica. A metáfise de ossos longos e o esqueleto axial são as localizações mais frequentes. A coluna torácica é a parte mais afetada (a infecção se inicia na porção anterior do corpo vertebral e progressivamente destrói o disco intervertebral e se propaga para os corpos vertebrais, podendo se formar um abscesso paravertebral). Geralmente, evolui lentamente durante anos, antes de ser diagnosticada.