OSTEOMIELITE

UFC
COMO AVALIAR E DIAGNOSTICAR?

Exames laboratoriais

Os exames laboratoriais que podem ser solicitados diante da suspeita clínica da osteomielite são:

Exames laboratoriais para investigação de osteomielite


Fonte: (ISHIDA; KUWAJMA, 2006, adaptado).


Atenção

Na prática, costuma-se solicitar VHS e PCR principalmente se o paciente já tiver iniciado o tratamento com antibiótico. Em geral, a PCR já estará com valor normalizado após a primeira semana de antibiótico, demonstrando que o tratamento está sendo efetivo. Já o VHS permanecerá elevado enquanto houver processo inflamatório no osso. Estes são exames importantes para o seguimento da resposta terapêutica no domicílio.


Exames de imagem

Os exames de imagem que podem ser solicitados diante da suspeita clínica da osteomielite são (ISHIDA; KUWAJMA, 2006): 

a) Radiografia simples:
mostrará sinais de destruição óssea e reação periosteal depois de 10 a 21 dias de infecção. Antes desse período, pode encontrar edema de partes moles adjacentes;

b) Ultrassonografia:
pode mostrar coleções purulentas extra ósseas e descolamento periosteal;

c) Tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética:
mostram destruição óssea (cortical e medular), reação periosteal e comprometimento de partes moles (abscesso e edema). Porém, a ressonância nuclear magnética é o exame mais eficiente para mostrar alterações de partes moles e principalmente o edema ósseo nas fases mais iniciais da infecção.


Complemento do caso clínico

Jorge, há uma semana, tem apresentado febre diária e já está em tratamento com antibiótico há três semanas. Sua mãe comentou que nos últimos dias tem trocado o curativo da lesão da perna direita mais de quatro vezes ao dia, pois, segundo ela, “fica muito molhado”.

Para profissionais enfermeiros


Principais diagnósticos de enfermagem

Um paciente com problemas ortopédicos, que possam evoluir com a complicação da infecção local, requer avaliação constante pelo risco de agravamento dos sinais e sintomas. Alguns diagnósticos de enfermagem explicam a situação e devem fazer parte do cotidiano do enfermeiro (NANDA INTERNATIONAL, 2013; DOENGES, MOORHOUSE, MURR, 2009; CARPENITO-MOYET, 2005; JOHNSON, MAAS, MOORHEAD, 2004):

 

  • Recuperação cirúrgica retardada

É o estado em que o indivíduo apresenta, ou está com risco de apresentar, o aumento no número de dias no pós-operatório exigidos para iniciar as atividades do cotidiano, incluindo o autocuidado.

Características definidoras:

    • Adiamento da retomada das atividades em casa ou no trabalho;

    • Necessidade de maior tempo de recuperação;

    • Necessidade de ajuda para completar o autocuidado.

 

  • Hipertermia

É o estado em que o indivíduo tem, ou apresenta risco de ter, uma elevação sustentada da temperatura corporal acima de 38o.C, devido a fatores externos.

Características definidoras:

    • Temperatura oral, corporal ou retal acima dos valores normais;

    • Pele ruborizada;

    • Dores específicas e localizadas próximas às áreas da cirurgia;

    • Mal estar, fadiga, fraqueza;

    • Pele quente ao toque, em área delimitada e facilmente localizada.