CASO CLÍNICO
Marta, 40 anos, portadora de transtorno paranoide prévio diagnosticado, encontrava-se internada em enfermaria de cirurgia geral devido à tentativa de suicídio por arma branca. Foi solicitado o acompanhamento pela EMAD após a alta hospitalar para manter curativos em ferida operatória (pós-cirurgia de urgência devido à lesão intestinal por arma branca perfuro-cortante) em abdome. A paciente apresentou deiscência e, por isso, o fechamento será por segunda intenção.
A mãe de Marta relatou que a paciente nunca deixou de apresentar a sensação de que as pessoas sempre estavam tentando fazer algum mal a ela, e, por isso, apresentava comportamento de agitação.
Em casa, sente-se segura. A residência possui dois quartos, um banheiro, cozinha e um quintal que termina no muro de arrimo. Marta quase não sai do quarto, pois, segundo ela, é o lugar mais seguro do mundo, é onde dificilmente entrará alguém estranho para fazer mal a ela.
A abordagem mais intensa de Marta ficará por conta do psicólogo da Equipe Multiprofissional de Apoio (EMAP), que avaliará o estado mental da paciente diariamente.
