Tópico 3 - Colonização crítica e infecção
Frequentemente, as lesões crônicas apresentam um alto nível de colonização por organismos bacterianos ou fúngicos. Isto deve, em parte, ao fato dessas lesões permanecerem abertas por prolongado período dada a demora na cicatrização e outros fatores, por exemplo: fluxo sanguíneo reduzido, hipóxia e processo de enfermidade subjacente.
A exacerbação da população microbiana, em algumas lesões crônicas, produz excesso de toxinas desencadeando alterações locais.
Esse excesso microbiano que precede à infecção da lesão é conhecido como “severamente colonizado” ou “criticamente colonizado”. É uma condição que não apresenta sinais de infecção clínica, na qual a carga biológica atinge ou se aproxima do nível máximo controlável pelo organismo da pessoa. Quando ocorre infecção, há produção de toxinas que induzem um aumento da quantidade de citocinas pró-inflamatórias.
Lembre-se que:
Não há dúvidas de que, é necessário tratar de forma agressiva e rápida as infecções clínicas que desencadeiam a lesão ou impedem a sua completa cicatrização. A evidência demonstra que uma carga bacteriana superior a 105 organismos por grama de tecido prejudica gravemente a cicatrização.

