Princípios para o cuidado domiciliar

Unidade 7 - Princípios para o cuidado à saúde bucal na atenção domiciliar

Tópico 2 - Principais agravos em saúde bucal

A pessoa com incapacidade de desenvolver as atividades de mastigação, da fala, deglutição, assim como, realizar a higiene bucal adequada, pode apresentar determinadas alterações na cavidade oral.

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Dentre as mais comuns, encontram-se: prevalência de cárie dentária, gengivite, doença periodontal, erosão dentaria, má oclusão, traumatismo dentário, hipoplasia do esmalte, acúmulo de placa bacteriana, desgastes oclusais.

Essas alterações ocorrem, principalmente, devido à falta de coordenação motora e limitação de movimentos da pessoa, hipertonia, movimentos inadequados da língua, xerostomia e fluxo salivar reduzido (devido ao elevado uso de medicamentos).

Os sintomas mais comumente observados são: ardor, eritema e saburra lingual (língua esbranquiçada), que são focos bacterianos que podem proporcionar o mau hálito e alteração do paladar. Nesses casos, são necessárias ações que minimizem esses efeitos como saliva artificial, utilização de antissépticos bucais de maneira correta e higiene oral adequada destes locais.


As condições insatisfatórias da cavidade bucal são fatores de risco para contaminações sistêmicas, principalmente, do trato respiratório inferior o que se agrava na pessoa dependente de próteses dentárias pela maior possibilidade de formação do biofilme que, inclusive, poderá ser aspirado.