Vigilância e prevenção de quedas em pessoas idosas. Acesse:
Uma abordagem direcionada aos problemas: fraturas no idoso. Acesse:
A seguir, esquema que orienta uma abordagem multifatorial na prevenção de quedas e o modelo de prevenção dessas ocorrências proposto pela Organização Mundial da Saúde. Clique nas imagens e confira.
Abordagem multifatorial das quedas
Modelo de prevenção de quedas (OMS)
Saiba mais
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Uma abordagem direcionada aos problemas: fraturas no idoso. Acesse:
Extrínsecos
Mais de 70% das quedas ocorrem em casa, sendo que as pessoas que vivem só apresentam risco aumentado. Fatores ambientais podem ter papel importante em até metade de todas as quedas:
Iluminação inadequada;
Superfícies escorregadias;
Tapetes soltos ou com dobras;
Degraus altos ou estreitos;
Obstáculos no caminho (móveis baixos, pequenos objetos, fios);
Ausência de corrimãos em corredores e banheiros;
Prateleiras excessivamente baixas ou elevadas;
Calçados inadequados e/ou patologias dos pés;
Maus-tratos;
Roupas excessivamente compridas;
Via pública mal conservada, com buracos ou irregularidades (ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA; CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2004).
Anamnese específica para quedas
Onde caiu?
O que fazia no momento da queda?
Alguém presenciou a queda?
Faz uso de benzodiazepínicos, neurolépticos, antidepressivos, anticolinérgicos, hipoglicemiantes, medicação cardiológica ou polifarmácia?
Houve introdução de alguma droga nova ou alteração das dosagens?
Faz uso de bebida alcoólica?
Houve convulsão ou perda de consciência?
Houve outras quedas nos últimos três meses? Em caso positivo: permaneceu caído mais de 5 minutos sem conseguir levantar-se sozinho?
Houve mudança recente no estado mental?
Fez avaliação oftalmológica no ano anterior?
Há fatores de risco ambientais?
Há problemas sociais complexos ou evidências de maus-tratos?
Há problemas nos pés ou calçados inadequados? (ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA; CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2004).
Os idosos que apresentam fatores de risco conhecidos para quedas devem ser questionados, periodicamente e de forma incisiva, pois devido ao temor de serem institucionalizados, frequentemente, omitem a ocorrência desses acidentes.
Exame físico
Sinais vitais;
Orientação (data, local); sinais de localização neurológica;
Estado de hidratação, sinais de anemia, estado nutricional;
Exame cardiorrespiratório;
Situação dos pés;
Sinais de trauma oculto (cabeça, coluna, costelas, extremidades, pelve, quadris);
Atenção para apresentações atípicas das doenças.
Avaliação do equilíbrio e marcha:
Instabilidade ao ficar de pé;
Instabilidade ao ser puxado ou empurrado com uma leve pressão no esterno;
Instabilidade ao fechar os olhos em posição de pé;
Instabilidade com extensão do pescoço ou ao virar para os lados;
Instabilidade ao mudar de direção;
Dificuldade de sentar-se e levantar-se;
Diminuição da altura e comprimento dos passos;
Teste “get-up and go” (levante-se e ande): o paciente sentado em uma cadeira sem braços deverá levantar-se e caminhar três metros até uma parede, virar-se sem tocá-la, retornar à cadeira e sentar-se novamente, à medida que o médico observa eventuais problemas de marcha e/ou equilíbrio (ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA; CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2004).
Exames complementares
Os exames complementares deverão ser solicitados conforme o caso.
Entretanto, os seguintes itens podem ser considerados:
Hemograma, glicose, creatinina, eletrólitos, hormônios da tireoide, enzimas cardíacas, gasometria arterial;
Exame simples de urina;
ECG;
Raio-X de tórax;
Tomografia computadorizada do crânio (ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA; CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA, 2004).