O QUE É DOENÇA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA?
A insuficiência cardíaca é considerada um grave problema de saúde pública, com incidência e prevalência crescentes.
A insuficiência cardíaca é a via final de quase todas as cardiopatias. O coração tende a perder sua forma elipsoide, adquirindo a forma esférica, o que leva à perda de eficiência mecânica da bomba. A essa situação dá-se o nome de remodelamento ventricular (SERRANO JÚNIOR et al., 2006).
Fonte: (UNA-SUS UFPE, 2014).
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Quando uma sobrecarga de pressão ou volume é imposta sobre o ventrículo, há desenvolvimento de hipertrofia miocárdica, promovendo um dos mecanismos compensatórios, que permite ao ventrículo sustentar essa carga.Um ventrículo submetido a uma carga anormalmente elevada por um período prolongado, entretanto, pode falhar para manter a compensação a despeito da presença de hipertrofia ventricular, e, finalmente, pode ou existe a possibilidade de ocorrer insuficiência da bomba. Entretanto, com o dano miocárdico, ocorre uma diminuição no débito cardíaco, e essa diminuição desencadeia diversos mecanismos para tentar recuperar a perfusão tecidual comprometida. Ocorre disfunção dos reflexos cardiovasculares, resultando em uma ativação adrenérgica exacerbada, que provoca vasoconstrição com aumento na resistência periférica (MANN, 2013).
Apesar dos avanços no tratamento dessa condição mórbida, a progressão da insuficiência cardíaca ocorre e, à medida que a disfunção miocárdica aumenta, eleva-se a mortalidade e os gastos com o tratamento. O risco por toda a vida de uma pessoa desenvolver insuficiência cardíaca, para todas as idades, é de 20%, sem distinção de sexo. Porém a insuficiência cardíaca com Fração de Ejeção (FE) preservada é mais frequente no sexo feminino, e com FE reduzida, no sexo masculino, havendo predomínio da etiologia isquêmica (BOCCHI et al., 2012).
