ESCLEROSE LATERAL AMIOTRÓFICA

UFC
COMO AVALIAR E DIAGNOSTICAR?

O diagnóstico de ELA é evidente em pacientes com sintomas progressivos e generalizados de região bulbar e de membros. O diagnóstico precoce, quando o paciente apresenta sintomas focais limitados a uma ou duas regiões (bulbar, membros inferiores, membros superiores, tronco), pode ser difícil e dependerá da presença de sinais em outras regiões e exames seriados. O tempo médio entre o início dos sintomas e o diagnóstico é de 10 a 18 meses.

O diagnóstico é baseado nos sintomas, achados do exame físico e nos resultados dos exames de eletrodiagnóstico, laboratoriais e de imagens. Não existe um biomarcador específico para a doença (THE EFNS TASK FORCE ON DIAGNOSIS et al., 2012).

Critérios diagnósticos El Escorial revisados


Fonte: (ORSINI et al., 2008).

Existem várias escalas criadas para avaliar a funcionalidade e a qualidade de vida do paciente com ELA, tendo sido a maioria desenvolvida para avaliar aspectos gerais e específicos da doença. No entanto, pacientes com ELA devem ser avaliados com escalas que meçam a qualidade de vida individualmente, uma vez que a percepção da qualidade de vida depende de outros fatores, além da debilidade física e não se encontra necessariamente deteriorada, apesar da progressão dos sintomas físicos (ROWLAND; SHNEIDER, 2001).

Escalas não específicas para a Esclerose Lateral Amiotrófica


Fonte: (ORSINI et al., 2008).

Escalas específicas para a Esclerose Lateral Amiotrófica


Fonte: (ORSINI et al., 2008).


Saiba mais

Visando aprofundar a leitura sobre as escalas utilizadas para avaliação de pacientes com ELA, a leitura sugerida é o artigo de revisão “Medidas de avaliação na esclerose lateral amiotrófica”. Clique aqui para acessar (ORSINI et al., 2008).


Para profissionais enfermeiros


Principais diagnósticos de enfermagem

Por tratar-se de uma doença neurológica degenerativa, em vários níveis, os sinais e sintomas são progressivos. Com isso, o enfermeiro deve constantemente revisar o plano de cuidados, adaptando-o à nova fase da doença do paciente. Podem ser incluídos nos diagnósticos de enfermagem (NANDA INTERNATIONAL, 2013; DOENGES, MOORHOUSE, MURR, 2009; CARPENITO-MOYET, 2005; JOHNSON, MAAS, MOORHEAD, 2004):

 

  • Desobstrução ineficaz das vias aéreas

É o estado em que o indivíduo apresenta ameaça do estado respiratório relacionada à incapacidade de tossir de modo eficaz.

    Características definidoras:

    • Tosse ausente ou ineficaz;

    • Incapacidade de remover secreções das vias aéreas;

    • Ruídos respiratórios anormais.

 

  • Comunicação verbal prejudicada

É o estado em que o indivíduo apresenta diminuição da capacidade de falar.

   Características definidoras:

    • Incapacidade de pronunciar palavras;

    • Déficit de articulação ou manejo motor;

    • Falta de ar ou alterações do padrão respiratório.