ORIENTAÇÕES AO CUIDADOR
O paciente com Esclerose Múltipla apresenta prejuízos biopsicossociais, que devem ser conhecidos pelos cuidadores, devendo cada sintoma ser trabalhado com paciência.
Para aquelas situações em que o indivíduo mora sozinho, quando não há um cuidador identificado, como no exemplo do caso clínico (Fabiana) que ilustra essa temática, é preciso se organizar uma rede de apoio. Mesmo que, na época do diagnóstico, não exista grau de dependência devido ao caráter progressivo e incapacitante da doença, o plano de cuidado já deve incluir a identificação de pessoas que prestarão os cuidados e de dispositivos de saúde que garantam a integralidade na assistência.
Cuidados importantes (FERREIRA, 2010; BERMEJO; OREJA-GUEVARA; DIEZ-TEJEDOR, 2010; REITMAN, 2010; ALARCIA-ALEJOS et al., 2007; CUNHA; SOARES; NASCIMENTO, 2007):
- conflitos devem ser evitados, pois, com a progressão da doença, o paciente necessitará de maior tempo de dedicação por parte dos cuidadores, uma vez que a doença é imprevisível e tende a gerar um ambiente familiar estressante;
- o sentimento de raiva pode ser observado no paciente com Esclerose Múltipla, pois faz parte da etiologia do processo patológico da desmielinização, o que pode acabar levando-o a não aceitar realizar intervenções terapêuticas;
- o autocuidado deve ser estimulado assim como a participação nas atividades sociais, uma vez que a deterioração cognitiva afeta a velocidade de processamento de informações, e a memória, consequentemente, afeta as atividades de vida diária.
- a autonomia deve ser encorajada, sempre que a comunicação for possível. O paciente deve ser orientado a manter o máximo de mobilidade e independência;
- o controle da dor deve ser orientado pela equipe assim como o manejo diante dos espasmos e das disfunções respiratórias que serão progressivas.
